Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Exercícios e acupuntura reduzem riscos associados ao ovário policístico

A prática regular de exercícios e a realização de acupuntura podem reduzir a atividade do nervo simpático em mulheres com ovários policísticos, ajudando a reduzir seus riscos de desenvolver obesidade, doença cardiovascular e diabetes, segundo estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Avaliando 20 mulheres, os especialistas notaram que os exercícios não tinham efeitos nos ciclos menstruais irregulares ou inexistentes, que caracterizam a condição, mas era responsável por uma redução no peso e no IMC que ajudava a reduzir a atividade dos nervos simpáticos. E a eletroacupuntura ajudava na regulação dos ciclos menstruais, e na redução dos níveis de testosterona e da atividade dos nervos associados ao risco cardiovascular. Baseados nos resultados, os autores acreditam que essa descoberta pode indicar uma alternativa não-farmacológica no combate aos riscos cardiovasculares associados ao problema nos ovários.

Fonte: Boa Saúde

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Quem é quem na hora do parto?

Existem vários profissionais ligados à gestação e ao parto.
Nem toda gestante é atendida por todos eles, até porque existem diferentes profissões com a mesma função e diferentes modelos de atendimento obstétrico.
Médico Obstetra: é profissional mais conhecido, pelo menos no Brasil. O médico se forma em medicina e depois faz uma especialização na área de ginecologia e obstetrícia. Os obstetras podem atender partos em hospitais, clínicas ou em domicílio. Podem ser contratados por um hospital público ou privado, ou podem ter suas clínicas particulares, onde podem ou não aceitar convênios médicos. Eles atuam tanto nos partos normais como nos cirúrgicos (cesarianas). Também são responsáveis pelo pré-natal das gestantes. Nem sempre participam de todo o trabalho de parto, deixando às vezes esse acompanhamento para as enfermeiras dos hospitais ou uma enfermeira da equipe particular. No sistema privado a mulher escolhe seu médico para o pré-natal e parto. No sistema público os médicos trabalham em esquema de plantão e a parturiente geralmente não conhece o médico que irá atender seu parto.
Médico Pediatra Neonatologista: essa é a especialidade dos médicos que atendem os bebês assim que nascem. Fazem os primeiros exames, medem, pesam, aspiram quando necessário. Se o bebê requer cuidados especiais, ele é transferido à UTI neonatal para receber o atendimento especial. No entanto a grande maioria precisa apenas de alguma observação, que pode ser feita até no colo da mãe durante o pós-parto imediato. Os neonatologistas geralmente são contratados pelas maternidades, mas algumas permitem que a mulher leve seu pediatra de confiança.
Médico Anestesista: é o profissional encarregado da analgesia peridural ou raquidiana para o parto normal ou para a cesária. Geralmente é contratado pelo hospital, mas alguns trabalham com clínica privada, podendo ser contratados como parte da equipe de um determinado obstetra ou mesmo pela gestante que quer um atendimento mais exclusivo. No Brasil usa-se bastante o serviço dos anestesistas, pois quase 80% dos partos particulares são cesárias. E mesmo nos partos normais, o uso da anestesia é quase uma rotina.
Enfermeiras Obstetras: São enfermeiras com especialização nesta área. Estão habilitadas para atender os partos normais, mas não para realizar cirurgias cesarianas. O Ministério da Saúde tem incentivado a formação dessas especialistas e sua contratação por hospitais públicos para o atendimento aos partos de baixo risco. Nas casas de parto são elas que são responsáveis por todo o atendimento. Caso haja necessidade de intervenção especial, a parturiente é transferida para o hospital conveniado. No sistema de saúde privado elas são contratadas por hospitais para o acompanhamento e avaliação das parturientes, mas não para "fazer o parto" propriamente dito. No entanto elas podem atender partos domiciliares. Em seu treinamento elas aprendem também os primeiros cuidados com o recém nascido, inclusive em caso de complicação. Também podem se responsabilizar pelo pré-natal das gestantes, devendo encaminhá-las para médicos obstetras quando a gestação apresenta complicações.
Obstetrizes: antigamente havia a formação dessa profissional através de um curso técnico específico. O curso foi extinto e hoje atuam apenas a obstetrizes que se formaram até a década de 70. Suas funções são semelhantes às das Enfermeiras Obstetras. Em várias partes do mundo essas são as parteiras, "midwives", ou "sage-femmes", ou "comadronas" responsáveis pelos partos de baixo risco, tanto domiciliares como em hospitais ou em casas de parto. Esses cursos de formação duram entre 3 e 4 anos, dependendo do país e são muito completos.
Doula: São acompanhantes de parto que dão apoio físico, emocional e afetivo para a parturiente, através de massagens, dicas de respitação, posições, etc. Ficam o tempo todo com a parturiente desde o início do trabalho de parto, para diminuir a tensão provocada pelo ambiente hospitalar e pela presença de muitos profissionais desconhecidos do casal. Não fazem exames, nem atuam clinicamente. São contratadas pelas gestantes algumas semanas antes do parto. Alguns hospitais públicos possuem doulas voluntárias à disposição das parturientes.
Parteiras: conhecidas também por parteiras tradicionais, são as mulheres que aprenderam seu ofício na prática, geralmente auxiliando parteiras mais velhas. Muito ativas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, são responsáveis pelos partos domiciliares, especialmente em zonas rurais onde o acesso aos hospitais é difícil. Em alguns estados elas recebem incentivo do goverto, através da doação de materiais e cursos de reciclagem, onde aprendem novas técnicas que auxiliem no atendimento às parturientes.
Preparadoras, educadoras perinatais: são as responsáveis pela preparação para o parto, através de cursos em grupo ou individuais. A formação dessas profissionais é variada: psicologia, fisioterapia, educação física, etc... Algumas preparadoras focam a questão do condicionamento físico, ou seja, se concentram nos exercícios, hidroginástica, alongamento, etc.. Outras dão mais importância à preparação emocional, sendo o curso mais voltado às questões práticas do parto e maternidade. Obviamente existem outras formas de preparação, que podem ser explicadas pelas profissionais responsáveis.
Enfermeiras: estão presentes nos partos hospitalares e atendem os médicos, fornecendo os materiais e serviços que eles solicitam. Elas não atendem partos. Algumas dão atendimento às parturientes, outras aos bebês recém nascidos nos berçários dos hospitais.
Auxiliares de enfermagem: também estão entre os profissionais que atuam dentro do hospital e prestam auxílio aos médicos e enfermeiras.
Instrumentadoras cirúrgicas: atuam especialmente durante a cesárea e são responsáveis pela preparação e entrega dos instrumentos ao médico conforme eles vão sendo solicitados.
Fonte: Amigas do Parto

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Exercício após os 30 diminui risco de cancro da mama

Após os 30 anos, praticar exercício mais do que uma hora por semana poderá ajudar as mulheres a reduzir o risco de desenvolver cancro da mama, sugere um estudo apresentado na reunião anual do American College of Sports Medicine, em Seattle, EUA.
Investigadores da University of Northern Colorado contaram com a participação de 4.296 mulheres que prestaram informações sobre o nível da sua actividade física durante quatro importantes fases das suas vidas: dos 10 aos 15 anos, dos 15 aos 30, dos 30 aos 50 e dos 50 em diante.
Os autores definiram como média de prática semanal de exercício físico os 60 minutos e consideraram as mulheres que estavam acima desta média como“altamente competitivas”.
O estudo revelou que, nas mulheres com idades compreendidas entre os 10 e os 30 anos, o risco de desenvolvimento de cancro da mama não era afectado pela quantidade de exercício praticado. No entanto, a prática deste influenciava o risco de desenvolvimento do cancro da mama em mulheres com idade superior aos 30 anos.
Os cientistas constataram que, em comparação com as mulheres menos activas, poucas mulheres “altamente competitivas” com idades compreendidas entre os 30 e os 50 anos desenvolveram cancro da mama. De igual forma, quando comparadas com aquelas que praticavam menos de 60 minutos de exercício por semana, poucas mulheres “altamente competitivas”com idade superior a 50 anos desenvolviam cancro da mama.
A líder da investigação, Lisa Sprod, aconselha as mulheres com idade acima dos 30 anos a praticarem mais de uma hora de exercício por semana.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Mães Tardias

Os mesmos genes que prolongam a fertilidade feminina podem prolongar a vida, aponta um estudo publicado no “Journal of Gerontology: Biological Sciences”, o qual refere que as mulheres que têm filhos após os 40 vivem mais anos.O estudo, liderado pelo demógrafo Ken R. Smith, da Universidade de Utah, nos EUA, avaliou registos de quase dois milhões de pessoas. Os investigadores concluíram que, quando comparadas com as que não tiveram filhos depois dos 40, as mulheres que tiveram filhos aos 45 ou mais anos eram entre 14% a 17% menos propensas a morrer em qualquer ano após os 50 anos de idade.A investigação também indicou que os irmãos dessas mulheres (mães tardias) também tendiam a viver mais (inclusive quando comparados com as respectivas mulheres).No artigo publicado no sítio Eurekalert, os cientistas dizem não ter verificado, de facto, que os factores hereditários tenham maior peso que os factores ambientais, mas apontam vários outros estudos que indicam que os genes são responsáveis por até 25% das diferenças na longevidade.
Fonte: Saúde na internet

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

15 doenças comuns nos três primeiros anos de vida

Conheça quais são os principais inimigos do seu bebê nesta fase e como protegê-lo



A melhor maneira de imunizar a criança contra as doenças é oferecendo o leite materno exclusivamente até os seis meses.
Mesmo assim, é preciso que a mãe fique atenta ao calendário de vacinas gratuitas e converse com o pediatra sobre as que estão disponíveis na rede particular
Quem tem filho pequeno sabe que, a cada três meses no máximo, o pequeno aparece com alguma doencinha. Na maioria das vezes, os casos estão ligados às doenças respiratórias causadas por vírus. No entanto, vários outros problemas típicos da infância lotam os consultórios e ambulatórios pediátricos. E a melhor arma para lutar contra eles é munir-se de informações e aprender quanto à prevenção, aos sintomas e aos tratamentos. A pediatra e presidente do departamento de cuidados primários e pediatria ambulatorial da Sociedade Paulista de Pediatria e membro da Brasileira, Ana Cristina Ribeiro Zöllner, e o pediatra da Universidade Federal de São Paulo, Renato Lopes de Souza, listam aqui os principais:
1 AMIGDALITE
É a infecção das amígdalas causada por bactérias ou vírus. Formadas por tecido esponjoso, estas estruturas estão localizadas nos dois lados da garganta. Seu papel é produzir anticorpos para impedir que infecções da garganta, boca e seios da face se espalhem para o corpo.
SINTOMAS: Dor, febre, inchaço ao lado do pescoço e da mandíbula, dificuldade para engolir, calafrios, dor de cabeça e muscular, mau hálito.
TRATAMENTO: O problema causado por bactérias é tratado com antibióticos. Se for vírus, os remédios indicados irão apenas controlar os sintomas.
PREVENÇÃO: Evitar aglomerações e contato com pessoas doentes.
2 OTITE
Infecção do ouvido provocada por bactérias ou vírus, geralmente precedida pela gripe. É mais comum entre os 6 e 11 meses.
SINTOMAS: Febre, irritabilidade, choro intenso e contínuo, secreção nasal e falta de apetite. Pode haver diarréia e vômitos.
TRATAMENTO:O médico prescreve analgésicos e antitérmicos. Em alguns casos, antibióticos e até lavagem interna do ouvido também.
PREVENÇÃO: Manter a amamentação exclusiva até os seis meses, pois os casos aumentam em crianças desmamadas precocemente. Evite também alimentar a criança deitada. Em vez de descer pelo esôfago, o leite pode ficar parado na garganta e chegar ao ouvido médio. Como a anatomia do ouvido do bebê ainda é imatura, isso pode levar a crises repetidas.
3 LARINGITE
É a inflamação da laringe, onde ficam as cordas vocais. Mas também sinalizar bronquite, pneumonia e outras infecções respiratórias. Se não for tratada corretamente, pode evoluir para infecções sérias ou causar problemas de voz.
SINTOMAS: Normalmente não causa dor intensa, mas a criança pode ter dificuldade para engolir alimentos, febre, tosse seca e rouquidão, sendo que a voz muitas vezes some completamente.
TRATAMENTO:Geralmente, são prescritos alguns tipos de corticóides.
PREVENÇÃO: Não compartilhar copos e talheres, evitar bebidas muito geladas, não tomar banhos frios, não gritar e usar umidificadores de ar em épocas muito secas.
4 CONJUNTIVITE
Inflamação da membrana fina e transparente que recobre a maior parte da superfície do olho, a conjuntiva. É causada por bactérias, vírus, alergias ou reações químicas. Apesar de simples, a doença pode danificar a córnea se não for tratada.
SINTOMAS: Olhos vermelhos, lacrimejantes, com muita secreção - que chega a deixar as pálpebras grudadas. As crianças maiores coçam os olhos e reclamam de ter a sensação como se houvesse areia dentro deles.
TRATAMENTO: Os especialistas prescrevem limpeza com soro fisiológico várias vezes ao dia. A doença costuma desaparecer depois de quatro dias. Colírios só devem ser usados com prescrição médica.
PREVENÇÃO: Como a doença é altamente contagiosa, deve-se evitar contato com pessoas contaminadas.
5 INFECÇÃO URINÁRIA
É a presença de bactérias no trato urinário. A doença é duas vezes mais comum nas meninas do que nos meninos. Isso porque sua uretra, apesar de menor, facilita a entrada dos microorganismos. Se a infecção chegar à bexiga, traz a cistite. Caso as bactérias passem pelos ureteres e alcancem os rins, uma pielonefrite (infecção renal grave) pode se instalar.
SINTOMAS: Crianças muito pequenas não apresentam sinais característicos, como a dor lombar. O mais comum é apresentar febre, irritabilidade e falta de apetite. Já as maiores têm irritação na bexiga, dor abdominal e necessidade de urinar a todo instante com ou sem dor e em pequena quantidade. Podem reclamar também de dor nas costas e não conseguir segurar o xixi, muitas vezes escuro e malcheiroso.
TRATAMENTO: Depois de realizar exame de urina ou ultra-sonografia, o médico normalmente prescreve antibiótico.
PREVENÇÃO: É preciso oferecer água para a criança, inclusive às maiores que, envolvidas em brincadeiras, esquecem de bebê-la.
6 IMPETIGO
Infecção da pele causada por germes. Dependendo do microorganismo causador da lesão, há o risco de complicações.
SINTOMAS: Pequenas bolhas com pus, muitas vezes imperceptíveis, que rapidamente se rompem e deixam a região afetada recobertas por crostas espessas, de aspecto semelhante ao mel ressecado. Algumas vezes aparecem várias lesões pequenas e espalhadas. Outras poucas lesões, que aumentam de tamanho progressivamente podem desaparecer de repente ou se espalhar. É mais comum no verão e atinge principalmente áreas de dobra da pele.
TRATAMENTO: Em casos simples, consiste na remoção das crostas, limpeza das lesões e aplicação de pomadas antibacterianas. Nos mais graves, o dermatologista pode prescrever antibióticos orais.
PREVENÇÃO: Manter as mãos da criança sempre limpas e com as unhas curtas.
7 VARICELA (CATAPORA)
Doença altamente contagiosa provocada por um vírus do tipo herpes. Em geral é benigna e costuma incomodar pela coceira intensa.
SINTOMAS: Apresenta-se com pontinhos vermelhos espalhados por todo o corpo ou em regiões específicas, muito parecidos com picadas de inseto. Nessa fase, a doença não costuma ser detectada facilmente. Depois de dois ou três dias, no entanto, as pintinhas crescem e transformam- se em bolhas cheias de um líquido transparente. Além da coceira intensa, é comum a criança também ter febre baixa e se queixar de dor de cabeça.
TRATAMENTO: Uso de antitérmicos, com exceção do ácido acetilsalicílico, que pode causar lesão grave no fígado da criança, e de cremes ou talco mentolado para aliviar a coceira. Quando necessário, o pediatra prescreve antialérgicos de ação sedativa.
PREVENÇÃO: Vacinação quando a criança completar um ano de idade.
8 VULVOVAGINITE
Inflamação da vagina geralmente causada por micróbios presentes nas fezes, ou ainda transpiração excessiva e contato com terra ou areia contaminadas.
SINTOMAS: Corrimento amarelado, às vezes com mau cheiro, sujando a calcinha ou fralda. Manifesta-se apenas com coceira, manipulação freqüente da genitália, vermelhidão ou dor local.
TRATAMENTO: Banhos de assento com anti-sépticos diluídos na água.
PREVENÇÃO: Limpeza adequada. As meninas maiores devem ser ensinadas a se limpar corretamente após as evacuações, da frente para trás, para não trazer restos de fezes do ânus para a vagina. Depois de urinar, é preciso enxugar-se. Calcinhas de material sintético devem ser evitadas, assim como o contato prolongado com maiôs ou biquínis molhados.
9 BALANOPOSTITE
Inflamação do prepúcio e glande (pele e cabeça do pênis). Acomete os meninos geralmente por origem bacteriana e pode levar a infecção urinária.
SINTOMAS: Vermelhidão, inchaço, coceira, descamação, mal cheiro e, às vezes, com presença de secreção purulenta.
TRATAMENTO: Depende da causa e da severidade da doença. Geralmente são aplicadas pomadas antibióticas no local. Mas pode ser necessária a indicação de medicamentos secativos tópicos. Quando é muito recorrente, o médico sugere a circuncisão para retirada do prepúcio.
PREVENÇÃO: Manter a glande e o prepúcio sempre limpos e secos. Antes de urinar, o prepúcio deve ser retraído e, no final, enxugado com papel higiênico para evitar acúmulo de urina na região.
10 ANEMIA FERROPRIVA
É a deficiência de hemoglobina, proteína do sangue que carrega o oxigênio às células, muito importante para o funcionamento de todas as funções do organismo. Sem ela, o desenvolvimento físico, motor, psicológico, cognitivo e de linguagem são prejudicados. Estima- se que metade das crianças de 0 a 3 anos tenham a doença Existem várias causas, sendo a principal a falta de ferro. Essa carência pode vir já da gestação ou se desenvolver devido à alimentação pobre no nutriente.
SINTOMAS: Palidez nas mucosas, principalmente no interior das pálpebras inferiores, fadiga, fraqueza, falta de apetite, cansaço fácil, desatenção e apatia na escola.
TRATAMENTO:Consiste na reposição dos estoques adequados de ferro por meio de suplementos com sulfato ferroso e alimentação rica no mineral.
PREVENÇÃO: Até os seis meses de vida o aleitamento materno exclusivo supre as necessidades de ferro da criança. Assim, não é necessária nenhuma forma de complementação, tampouco da introdução de alimentos sólidos. Vale lembrar que o leite de vaca tem pouca quantidade de ferro, além desse ser pior absorvido que o do leite materno. Para as crianças maiores, não devem faltar alimentos como carne, frango, peixe, gema do ovo, feijão, soja, lentilha, ervilha, espinafre, brócolis, couve e outras verduras que possuem folhagem mais escura.
11 BROTOEJAS
Erupção cutânea que afeta bebês e crianças pequenas. É causada pelo suor abundante, que inflama as glândulas sudoríparas, causando irritação e coceira. Muito comum em dias quentes e úmidos.
SINTOMAS:Áreas vermelhas, com pequenas bolhas no centro. Aparece no rosto, pescoço, ombro, barriga ou peito. Algumas vezes gera coceira e sensação desconfortável, que irrita a criança.
TRATAMENTO: O médico geralmente prescreve um creme específico para uso tópico. No entanto, o amido de milho tem sido usado como forma alternativa de tratamento para o problema.
PREVENÇÃO: Procure vestir seu filho com roupas frescas, de preferência feitas de algodão. Se seu filho for propenso à brotoeja, experimente mantê-lo o mais fresco possível, principalmente no verão. Evite situações que façam a criança suar.
12 BRONQUIOLITE
Inflamação pulmonar mais comum em crianças menores de 2 anos, principalmente dos 4 aos 6 meses, causada pelo vírus sincicial respiratório. Como deprime o sistema imunológico da criança, facilita o aparecimento da pneumonia. A doença pode camuflar a asma.
SINTOMAS: Secreção e congestão nasal, progredindo posteriormente para tosse, dificuldade respiratória e chiadeira. Geralmente, a maior parte das crianças apresenta sintomas leves.
TRATAMENTO: São indicados antitérmicos para baixar a febre. Mas, nos casos em que há dificuldade respiratória, cianose (extremidades dos dedos arroxeadas), a criança tem entre um e quatro meses ou alguma outra doença grave associada, a internação será necessária.
PREVENÇÃO: Já existe vacina contra o vírus sincicial respiratório, aplicada em prematuros. Para os demais, ela pode ser aplicada em clínicas particulares. Também, devese evitar lugares fechados e o contato com outras crianças doentes.
13 DIARRÉIA E VÔMITO
A primeira é a maneira pela qual o organismo se livra de toxinas e substâncias nocivas causadas por vírus, bactérias, protozoários, alimentos contaminados ou alergia ao leite. Já o vômito, isoladamente, em geral está ligado a infecções no estômago ou intestinos. O perigo é de que esses incômodos avancem para uma desidratação, o que é ainda mais grave se a criança for pequena. Se o vômito for freqüente e a criança não estiver ganhando peso como o esperado, pode ser intolerância alimentar a algum tipo de alimento ou refluxo. Tosse, catarro ou infecção na garganta também podem provocar vômito.
SINTOMAS: A diarréia é caracterizada por evacuações líquidas e freqüentes. Pode ou não haver febre. E os vômitos geralmente são precedidos por náuseas e cólica abdominais. A criança fica pálida..
TRATAMENTO: Oferecer alimentos e líquidos frios ou na temperatura ambiente, em pequenas quantidades, até que o vômito cesse. Refrigerantes de cola e isotônicos não são recomendados. Observe seu filho entre os episódios de diarréia para ter uma idéia do seu estado. Se ele estiver alerta e sem cólica, a situação é normal. Mas se estiver abatido e a cólica não desaparecer, procure o pediatra. Só use medicamentos com recomendação médica.
PREVENÇÃO: Manter boas práticas de higiene (como lavar as mãos antes das refeições) e com os alimentos para evitar a contaminação. Buscar restaurantes de confiança na hora de levar o pequeno para almoçar. Para evitar desidratação, fórmulas orais com o soro caseiro são indicadas para crianças com diarréia.
14 DERMATITE ATÓPICA
Inflamação crônica das camadas superficiais da pele, geralmente associada a outros distúrbios alérgicos, embora ainda não se saiba direito a razão. Por isso, é mais comum em quem tem asma ou quando existem asmáticos na família. Estresse emocional, mudanças de temperatura ou de umidade, infecções cutâneas bacterianas e o contato com tecidos irritantes, em especial a lã, estão entre as causas mais comuns. Em bebês, é ainda causada por alergias alimentares.
SINTOMAS: Os lactentes apresentam erupções cutâneas que formam um tipo de crosta no rosto, no couro cabeludo, na região dos genitais, nas mãos, nos membros superiores, nos pés ou nos membros inferiores. Porém, o problema diminui entre 3 e 4 anos de idade.
TRATAMENTO: Para as crianças maiores os dermatologistas prescrevem cremes ou pomadas de corticosteróides para aliviar a coceira. A água e o sabão e até mesmo a secagem da pele, sobretudo o atrito da toalha, podem ser irritantes. Nesse caso, os banhos devem ser rápidos e menos freqüentes, e a pele deve ser seca suavemente, com uma toalha macia e a aplicação de óleos ou lubrificantes nãoperfumados. Manter as unhas das mãos curtas evita contaminação. E quando há infecção, são prescritos antibióticos.
PREVENÇÃO: Evitar o contato com substâncias que sabidamente irritam a pele (como perfumes e loções) normalmente impede a ocorrência de uma erupção. Embora seja difícil controlar a doença, alguns cuidados básicos permitem que seu filho tenha uma vida normal. Entre eles, está o uso limitado de produtos químicos (de higiene e de limpeza). A pele da criança tem de ser hidratada freqüentemente e as roupas devem ser, preferencialmente, de algodão. No quarto, nada de bichos de pelúcias, tapetes ou cortinas, porque são depósitos de pó e ácaros. E procure manter a casa sempre limpa.
15 GRIPE
Doença respiratória causada por vírus. Como eles sofrem diversas mutações, até que o organismo da criança crie algumas defesas, os episódios são freqüentes e só começam a diminuir a partir do terceiro ano. No frio, esta doença pode ser contraída mais facilmente porque as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados, facilitando a transmissão do vírus. Eles diminuem a resistência da criança, o que permite a invasão de microorganismos que causam inflamações como amigdalite, otite, sinusite, rinite, bronquite e até pneumonia.
SINTOMAS: Febre, dor de cabeça, nariz escorrendo (coriza), tosse, dor no corpo e inflamação na garganta, entre outros.
TRATAMENTO: Crianças doentes que ainda são amamentadas com leite materno não precisam de outros líquidos. As demais devem ser hidratadas com água e sucos naturais a fim de repor as vitaminas e reforçar o sistema imunológico. Caso a criança apresente febre, deve ser banhada em água morna até que a temperatura diminua. Neste caso, o ideal é usar roupas leves para facilitar a troca de calor do corpo com o meio.
PREVENÇÃO: Há vacina contra a gripe. Mesmo assim, não se deve permitir que os pequenos vacinados fiquem em contato com pessoas doentes. Afinal, os vírus sofrem inúmeras mutações e podem infestá-lo.
Fonte: Meu Nene

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Posição de carrinho 'pode afetar desenvolvimento do bebê'

Bebês e crianças que são levadas em carrinhos que as deixam de costas para os pais podem ter seu desenvolvimento prejudicado, sugere um estudo da Universidade de Dundee, na Escócia. Mais de 2.700 grupos de pais de filhos foram observados em toda a Grã-Bretanha. Os pesquisadores constataram que os pais cujos filhos estavam de costas conversavam menos com a criança, que, por sua vez, parecia estar mais estressada.
Por outro lado, bebês e crianças levadas em carrinhos que permitem que elas olhem para quem está empurrando o carrinho são mais propensas e falar, rir e interagir. RisadaA pesquisa foi realizada por Suzanne Zeedyk, da Universidade de Dundee, em colaboração com a caridade National Literacy Trust (Fundo Nacional de Alfabetização, em tradução livre). Além de observar bebês e pais em áreas comerciais de 54 regiões da Grã-Bretanha, Zeedyk realizou um experimento com 20 bebês no centro de Dundee.
As crianças passaram metade do trajeto de pouco mais de um quilômetro em um carrinho que as colocava de costas para a mãe e a outra metade em um carrinho que as permitia olhar para o rosto da mãe. Apenas um bebê deu risada durante a primeira parte do trajeto, enquanto metade deles riu durante a segunda metade.
Além disso, a média do batimento cardíaco das crianças caiu levemente quando elas olhavam para a mãe e tinham duas vezes mais chances de dormir - o que indica níveis mais baixos de estresse, segundo Zeedyk. 'Adultos ansiosos'O estudo da universidade constatou que, entre os 2.700 grupos observados, 62% das crianças estavam de costas para quem empurrava o carrinho, e que apenas 22% dos pais estavam conversando com as crianças. Entre as crianças de dois anos de idade, 82% estavam de costas para os pais.
Pais que usavam carrinhos em que a criança fica de frente para quem está empurrando tinham duas vezes mais chances de estar conversando com os filhos. "Se bebês estão passando grande parte do tempo em um carrinho que prejudica a habilidade de se comunicar facilmente com os pais, em uma idade em que o cérebro está desenvolvendo mais do que nunca, então isso tem que ter um impacto negativo no desenvolvimento", disse Zeedyk. "Nosso experimento mostrou que, simplesmente virando a posição do carrinho, os pais passavam a falar mais com seus filhos."
"Nossos dados sugerem que para muitos bebês hoje, a vida em um carrinho é emocionalmente mais pobre e possivelmente mais estressante. Bebês estressados crescem para se tornar adultos ansiosos", afirmou.Zeedyk afirmou que um estudo maior seja realizado sobre o assunto para que pais possam fazer a melhor escolha sobre o desenvolvimento de seus filhos.
Fonte: Ciencia e Saúde

Na barriga da mãe

As imagens de ultra-som permitem ver o bebê em detalhes. E, se ele estiver correndo risco de vida, pode ser salvo antes mesmo de vir ao mundo – eis a maior conquista da medicina fetal
Guiados pelos borrões que eram as imagens precárias do aparelho de ultra-som existente no início dos anos 1980, os médicos da equipe do obstetra francês Fernand Daffos introduziram uma fina agulha no abdome de uma gestante. Sem desviar 1 milímetro, ela chegou ao alvo: espetou o cordão umbilical e retirou uma amostra de sangue. Uma amostra preciosa, diga-se, já que acusaria a anemia do bebê.
O procedimento inédito, realizado em 1983, possibilitou, dois anos depois, transfusões de sangue intra-uterinas que salvaram inúmeras crianças. E a ciência deu à luz a uma nova especialidade: a medicina fetal, que hoje trata com sucesso doenças congênitas e até mesmo uma série de malformações dentro do útero da mãe. Os médicos dessa área fazem proezas. Operar bebês de pouco mais de 35 centímetros e meros 700 gramas requer uma precisão inimaginável. “Ela é possível graças ao arsenal de exames de imagem, que agora retratam com nitidez nove entre dez anomalias fetais”, diz a obstetra especialista em medicina fetal Denise Lapa Pedreira, da Universidade de São Paulo.
Isso é quatro vezes mais do que os médicos conseguiam enxergar no ultra-som de 25 anos atrás. “No começo, operávamos a futura criança abrindo a barriga da mãe”, lembra o especialista em medicina fetal Lourenço Sbragia, professor de cirurgia pediátrica da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. “Mas a tendência é trocar a cirurgia por instrumentos delicadíssimos: os fetoscópios”, diz ele. “Munidos de agulhas e feixes de fibras ópticas, eles alcançam o bebê por um furo mínimo no útero. Com um instrumento desses, corrigimos a hérnia diafragmática congênita, um defeito no músculo do diafragma que levava metade dos portadores à morte prematura”, exemplifica.

O maior risco das cirurgias realizadas em fetos continua sendo provocar um parto prematuro — e não o de algum instrumento machucar o bebê, como muitos leigos temem. “E nem sempre alcançamos o resultado desejado”, avisa o professor Lourenço Sbragia. Aí, de fato, a criança pode morrer antes mesmo do nascimento — outra vez, não por causa do procedimento em si, mas porque seu mal não foi curado. Pense bem: quando o problema deixa a futura criança entre a vida e a morte, a intervenção deve ser cogitada. “Ela é a saída quando o feto corre perigo imediato ou quando as seqüelas de uma anomalia seriam gravíssimas após o nascimento”, resume a obstetra Denise Lapa. Ela, por exemplo, é expert em uma doença chamada mielomeningocele — uma rara abertura na medula espinhal que deixa tecidos nervosos expostos ao líquido amniótico. “Isso pode levar a diferentes graus de paralisia, muitas vezes associada a líquido no cérebro, o que nós, médicos, chamamos de hidrocefalia”, descreve.
A intervenção para fechar essa abertura chegou a ser realizada, inclusive no Brasil, a partir de 2003, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pela equipe do neurocirurgião pediátrico Sérgio Cavalheiro. Mas o procedimento foi suspenso. “Faltavam estudos comprovando que ele traz benefícios após o parto”, conta o próprio Cavalheiro. A situação pode mudar: os cientistas que acompanharam o crescimento das crianças operadas notaram que elas apresentavam maior força muscular e reflexos mais rápidos que as crianças portadoras não operadas.
Um dos principais desafios da medicina fetal é encontrar um método cirúrgico intra-uterino eficaz para tratar problemas cardíacos graves, a exemplo da hipoplasia do coração esquerdo, em que apenas a parte direita do coração se desenvolve. Miguel Barbero Marcial, professor de cirurgia cardíaca pediátrica do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, diz que, por enquanto, quase nada se faz cirurgicamente no coração do bebê antes do nascimento. “O máximo é ajustar alguma válvula”, diz.
Em procedimentos assim, semelhantes a uma angioplastia, uma agulha é introduzida na barriga da mãe até chegar ao coração do bebê. Ela leva um balão, que é inflado lá dentro, dilatando a válvula e restabelecendo a passagem do sangue. Técnicas como essa, que os médicos chamam de percutânea, são usadas também para drenar o excesso de líquidos na bexiga, na caixa torácica ou do cérebro — males que também poderiam ser fatais. E hoje muitas vezes têm final feliz.

Fonte: bebe.com.br

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Depressão pós-parto é mais comum do que se imagina

Agora que passou tudo e você já está com o bebê nas mãos começou a ficar chorosa, irritada e cansada? Você pode ser mais uma vítima do problema. Quem explica é a ginecologista Denise Coimbra
Você acaba de ter seu tão esperado bebê. Estava ansiosa, preparou tudo: fez o curso de gestante, aprontou as lembrancinhas, o quarto ficou bem decorado, o chá de bebê com amigas e familiares foi um sucesso, separou a roupinha para sair da maternidade, os conjuntos de mamadeiras e puericultura.
Está cansada, o bebê vem mamar a primeira vez. Caiu a ficha? Agora o bebê chora, é de carne e osso (era mais fácil na aula de gestante com a boneca, né?) e você sabe que agora é por sua conta!
A maioria das mães, depois de uma ou duas semanas em casa com o bebê, começa a se sentir irritada, chorosa, cansada. Toda mulher no pós-parto tem uma alteração hormonal e desequilíbrio emocional que tende mais a uma fase depressiva. É comum, chorar compulsivamente, em vários momentos do dia, sem motivo. Implica-se também o medo do desconhecido: será que sou capaz de ser uma boa mãe? Vou ser capaz? Fique tranqüila, isso passa! A mulher precisa de muita atenção e carinho por parte do companheiro, dos pais e ajuda para cuidar o bebê, principalmente se aparecerem os sintomas de depressão pós parto. A mudança do corpo com aparecimento de estrias e barriga mole pode ser traumatizante para qualquer uma, mas tudo se ajusta e o corpo voltará a ser como antes.
Atenção aos cuidados...
É muito freqüente que essa mulher pare de se alimentar bem, fique irritada além da conta quando a criança chora e algumas – que já tinham alguma disfunção emocional – podem até cometer alguma ação de descontrole como bater no bebê.
O médico deve ser avisado de qualquer alteração de humor mais severa. Por conta da amamentação, a mãe não pode tomar qualquer tipo de medicamento. É necessário ter cuidado, paciência e uma boa dose de compreensão.
A mulher com depressão pós parto deve ter uma alimentação bem balanceada, que a nutricionista deve ter passado para o período de 40 dias após o nascimento do bebê, aproveitar para descansar e fazer atividades prazerosas, iniciar atividade física de baixo impacto, como as caminhadas. Namorar o companheiro, com jantares e pequenos gestos que dêem prazer e alegria ao casal. Sem exageros, tudo é permitido.
O importante é estar plena e feliz nesse momento tão especial. Curtir o bebê, cuidar de si, ter atenção ao cuidado e a dependência que a fêmea tem com sua cria. É assim com todas no mundo animal. Sinta prazer e se emocione a cada momento com a evolução do seu nenê. Logo, logo, a mulher volta ao trabalho e essa fase passa rápido.
Depressão pós parto tem cura, passa logo e pode ser atenuada com acompanhamento médico e muito amor...
* Denise Coimbra é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em Ginecologia e Obstetrícia, especialista em reprodução humana e faz parte do serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina – Unifesp http://www.dradenisecoimbra.com.br/
Fonte: i Todas

Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

"Pais estressados têm filhos estressados"

Crianças estressadas e bebês estressados - algo pouco concebível anos atrás, mas uma realidade nos nossos dias.
Estresse é uma reação normal e desejável do organismo frente a situações muito excitantes ou muito difíceis. O estresse não é uma doença, porém, quando a reação a uma situação estressante é intensa e prolongada, o organismo pode ser debilitado, existindo uma disfunção do sistema imunológico, o que pode determinar o aparecimento de sintomas e doenças.
Durante a vida, desde o nascimento, talvez mesmo antes, o ser humano enfrenta inúmeras situações de estresse, sendo que a capacidade de enfrentamento a essas situações vai aumentando com as experiências de vida e com a maturidade emocional. A capacidade para administrar situações de estresse é muito variável de individuo para indivíduo. Algumas pessoas lidam melhor com eventos estressantes que outras.
"Uma criança muito poupada não se prepara para o mundo estressante de hoje e, por outro lado, uma criança muito exposta às adversidades, pouco protegida, não terá chance de adquirir, de modo gradual, boas estratégias de enfrentamento"
Muitas vezes, a capacidade ainda imatura da criança para enfrentar situações de estresse, faz com que ela experimente níveis de tensão muito elevados, durante seu desenvolvimento. Assim, o nascimento de um irmão, a adaptação à escola, mudança de casa, mudança de quem toma conta, doenças, acidentes, que são, contingências normais da vida podem ser vividas como situações estressantes. Cabe, aos adultos, responsáveis pelas crianças, a sensibilidade para perceber quando o estresse é demasiado, quando a tensão é intolerável e quando é necessário ajudar a criança a se tranqüilizar.
Em todas as épocas, crescer e viver significa ter que lidar com situações de tensão, de estresse e aprender com elas. Entretanto, nos nossos tempos, observa-se uma incidência mais elevada de estresse em todas as idades, inclusive na infância.
O tipo de atividade infantil de anos atrás era menos gerador de tensão. As crianças tinham menos horários a cumprir, ficavam mais em casa, as formas de brincar eram mais apaziguadoras, etc. Atualmente o estresse provocado pelos riscos da violência urbana, pela poluição ambiental, entre outros males da vida cotidiana, fazem parte da realidade do mundo infantil.
Outro fator importante, como gerador de estresse nas crianças, está ligado diretamente à nossa era tecnológica. No mundo globalizado, cada vez mais se acelera a velocidade da transmissão da informação. As crianças são inundadas de inúmeros estímulos ao mesmo tempo e, pela idade, ainda não desenvolveram uma estrutura mental capaz de adequadamente organizá-los. Como decorrência, elevam-se a excitabilidade e a desorganização interna nas suas mentes. O resultado, em muitos casos, é o estresse para a criança.
"Pais estressados têm filhos estressados, assim como professores estressados têm alunos estressados"
Cumpre ressaltar também, como geradores de estresse o excesso de horários e o excesso de obrigações impostos à criança. Na estrutura familiar contemporânea, houve uma sensível diminuição do tempo de interação entre pais e filhos. Pais e mães trabalham muitas horas, as crianças estão indo para a escola cada vez mais jovens.
Se isso traz benefícios reais, pois elas estão se desenvolvendo mais precocemente em todas as áreas - hoje temos "geniozinhos de fraldas" - por outro lado, a rotina de vida diária ficou carregada de horários impostos de forma não natural. A criança é pressionada para se levantar, se vestir, se alimentar e correr para ir à escola ou a atividades extra-escolares, na maioria das vezes, enfrentando o trânsito e o perigo de assalto e seqüestro comuns nas nossas cidades. Falta-lhe tempo para brincar pelo prazer de brincar, pois até o brincar está sendo submetido ao render e produzir. Os pais se cobram demais e cobram muito seus filhos. Existem altas expectativas de grandes resultados no empreendimento que se tornou a família na nossa época. Tudo isso é altamente gerador de estresse. Quando os cuidadores das crianças não entendem o que está acontecendo e não as atendem adequadamente, distúrbios físicos e emocionais podem ocorrer.
Marilda Lipp, pioneira nos estudos sobre estresse infantil no Brasil, mostra que uma criança muito poupada não se prepara para o mundo estressante de hoje e, por outro lado, uma criança muito exposta às adversidades, pouco protegida, não terá chance de adquirir, de modo gradual, boas estratégias de enfrentamento.
Seguem aqui, alguns dos principais fatores de risco para elevação do nível de estresse na infância:
- Brigas constantes ou separação dos pais
- Nascimento de irmão
- Doenças, hospitalização
- Doença mental dos pais
- Disciplina confusa por parte dos pais
- Expectativas ou cobranças exageradas por parte dos pais
- Rejeição ou "bullying" por parte de colegas
- Excesso de atividades
- Mudanças constantes de cidade
- Mudanças constantes de escola
Quanto aos fatores de proteção para evitar elevação do nível de estresse na infância, pode-se destacar, entre outros:
- Boa saúde
- Pais atentos e sintonizados às necessidades do filho
- Cuidadores e professores competentes e sensíveis à criança
- Capacidade de tolerância à frustração no esperado para a idade
- Curiosidade e interesse para lidar com situações novas.
Pais estressados têm filhos estressados, assim como professores estressados têm alunos estressados. Aprender exige certo sacrifício, mas aprender precisa ser também algo prazeroso.
Pais e professores são as pessoas que apresentam, à criança, o mundo dos relacionamentos e o mundo do conhecimento. Daí a importância deles como modelos adequados para ensinar às crianças a administrar o estresse gerado pelas circunstâncias da vida.
Fonte: Vya Estelar

Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Cervicite

Nomes alternativos: inflamação cervical; inflamação do colo uterino
Definição: Inflamação do colo uterino, geralmente causada por infecção.
Causas, incidência e fatores de risco: A cervicite é freqüentemente causada por infecção. Entretanto, em alguns poucos casos, pode ser atribuída a exposição química ou a um corpo estranho, como pessário (dispositivo colocado na vagina para suportar o útero), capuz cervical (dispositivo para controle de natalidade) ou diafragma. Quando há objetos estranhos envolvidos no caso, a infecção ainda é freqüentemente a causa da cervicite. Entretanto, a presença de um objeto estranho pode criar condições que tornam o colo uterino mais suscetível à infecção (áreas irritadas ou inflamadas, aumento de secreção, métodos de inserção anti-higiênicos, etc. )
A cervicite é muito comum. Ela afeta mais da metade das mulheres em algum momento da fase adulta de suas vidas. Há um aumento de risco associado à relação sexual precoce, ao comportamento sexual de alto risco, a múltiplos parceiros sexuais e a antecedentes de doença sexualmente transmissível. O risco também é maior quando se tem um parceiro com comportamento sexual de alto risco ou que já tenha tido uma doença sexualmente transmissível. A gonorréia, a clamídia e a Trichomonas são geralmente consideradas doenças sexualmente transmissíveis que podem causar cervicite. O herpesvírus (herpes genital) e o vírus de papiloma humano (verrugas genitais) são duas outras doenças sexualmente transmissíveis que podem causar cervicite e alterações no exame de Papanicolaou. Organismos como estafilococos e estreptococos também podem causar cervicite.
Sintomas: secreção vaginal não-usual persistente pode ser profusa e com odor cor: cinza , branca ou amarela sangramento vaginal anormalapós relação sexual entre menstruações após a menopausa sensação de pressão ou peso na pélvis relações sexuais dolorosas dor vaginal
Obs.: É possível que não haja nenhum sintoma.
Sinais e exames: Um exame ginecológico revela vermelhidão no colo uterino ou sinal de secreção cervical. Pode revelar também uma inflamação das paredes vaginais, causada pela secreção infectada.
Exames: os exames para gonorréia ou clamídia podem ser positivos. um exame direto da secreção pode mostrar a presença de candidíase, Triconomas ou uma vaginite bacteriana. O esfregaço de Papanicolaou pode revelar a presença de uma inflamação ou infecção.
Tratamento: As causas infecciosas são tratadas sob prescrição médica (antibióticos ou antifúngicos). Os medicamentos podem ser tomados por via oral (por boca) ou aplicados topicamente (creme ou loção). Pode-se iniciar terapia hormonal, principalmente em mulheres pós-menopausadas. A criocirurgia, a eletrocauterização e a terapia a laser são outras opções de tratamento a se considerar, caso medidas menos invasivas não tenham êxito.
Expectativas (prognóstico): Geralmente, a cervicite simples é tratável, se a causa for adequadamente identificada e se houver disponibilidade de tratamento.
Complicações: A cervicite crônica (prolongada) pode se desenvolver e persistir por períodos que variam de meses a anos. A cervicite pode ser o fator causador da dispareunia (dor nas relações sexuais) e do aborto não-provocado (aborto espontâneo).
Solicitação de assistência médica: Toda mulher, acima de 20 anos, que não tenha feito anteriormente o exame ginecológico e o esfregaço de Papanicolaou, deve consultar seu médico.
Marque uma consulta com seu médico caso não tenha feito o exame pélvico e o Papanicolaou nos intervalos recomendados.
Recomendações usuais: inicialmente, todo ano mulheres até os 35 ou 40 anos: a cada 2 ou 3 anos, depois de 3 exames anuais consecutivos negativos, contanto que essas mulheres não tenham parceiro sexual ou sejam monogâmicas. mulheres acima de 35 ou 40 anos: todo ano mulheres que tenham múltiplos parceiros sexuais : todo ano mulheres que estejam tomando anticoncepcionais orais (pílulas de controle de natalidade): todo ano mulheres com história de HPV (verrugas genitais): a cada 6 meses mulheres que, durante o pré-natal, estiveram expostas ao DES: a cada 6 meses após um esfregaço de Papanicolaou anormal: fazê-lo com a freqüência recomendada
Prevenção: Estudos indicam que mulheres que iniciam a atividade sexual mais tardiamente e mantêm um relacionamento monogâmico têm uma acentuada diminuição da incidência tanto de cervicite como de anormalidades no exame de Papanicolaou. Comportamentos sexuais mais seguros, incluindo-se a monogamia, reduzem as ocorrências de cervicite. Deve-se evitar o uso de produtos químicos que causam irritação, como duchas e tampões desodorizantes. Se possível, evite também os contraceptivos espermicidas. Entretanto, se eles forem a única forma contraceptiva disponível, é preferível usá-los, praticando sexo seguro, do que evitar seu uso.
Assegure-se de que qualquer objeto estranho que se coloque na vagina, como pessário, diafragma, esponja, tampão, etc., seja colocado e fique posicionado adequadamente. Siga as recomendações quanto ao tempo que se deve deixar o objeto dentro, com que freqüência se deve trocá-lo ou limpá-lo. Recomenda-se sempre uma boa higiene.

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Problemas bucais em gestantes

Se a vontade de comer doce aumenta tanto quanto a barriga, calma lá... As grávidas devem redobrar seus cuidados para manterem a saúde bucal sem prejudicar o bebê
Durante a gravidez o corpo precisa de cuidados dobrados. Acompanhamento médico, nutricionistas, preparador físico e, acredite, cuidados com a higiene bucal. Pesquisas recentes indicam que a periodontite (a famosa inflamação na gengiva) pode ser a causa de nascimentos prematuros e bebês abaixo do peso.
“A gravidez causa flutuações hormonais que aumentam o risco de gengivite. Os níveis hormonais que se alteram no seu corpo podem tornar sua gengiva mais sensível à prejudicial placa; um filme viscoso e incolor de bactérias que se forma constantemente sobre os dentes”, explica a cirurgiã dentista Ellen Fagnani, da Krum Odontologia (http://www.krumodontologia.com.br/).
A culpa também é da vontade repentina de comer doces e alimentos fora de hora. Até o famoso enjoo de grávidas afeta o cuidado com a saúde bucal. “As alterações também acontecem nos hábitos de higiene e alimentares da mãe, que passa a ingerir alimentos nem sempre muito saudáveis em um espaço de tempo menor. E acaba por negligenciar também a rotina de higiene bucal pelo próprio desconforto físico e reações reflexas à escovação e aos cremes dentais que, por muitas vezes, provocam ânsias”, revela o especialista em periodontia Anderson Kovaleski, da Oralstetic (http://www.oralstetic.com/).
Prevenir é o melhor remédio
Logo que você descobrir que está grávida ou que planeja se tornar mamãe, é legal informar o seu dentista. Alguns tratamentos podem ser adiados até o nascimento do bebê e outros, como o raio X, precisam ser evitados. “É importante informar sobre outros medicamentos que esteja tomando e se seu médico lhe deu algum conselho específico, já que isso pode afetar o tratamento dado”, complementa Ellen.
E se aparecer uma cárie?
O especialista em odontopediatria Marcos Kneese-Flaks, da Wehba Odontologia (http://www.cwehbaodontologia.com.br/), ressalta pontos importantes para você ficar de olho durante a gravidez:
- A gestante pode receber tratamento em qualquer época, de preferência no 2º trimestre da gestação, quando o feto está com a saúde mais estável;
- Radiografias devem ser evitadas, se possível, nos 3 primeiros meses, cabendo apenas em situações de extrema necessidade;
- O dentista e o médico devem atuar em conjunto, para determinar, por exemplo, que tipo de medicação e de anestésico é o mais indicado em cada caso;
- Consultas devem ser rápidas e em ambientes tranqüilos.
Dicas para manter uma ótica saúde bucal durante a gravidez
- Escove os dentes após as refeições e use o fio dental, pelo menos uma vez ao dia, mesmo que exista um acentuado sangramento da gengiva;
- Invista em uma alimentação balanceada, rica em vitaminas, principalmente A, C e D; em minerais, como cálcio e fosfato, e em proteínas;
- Evite beliscar entre as refeições, principalmente alimentos ricos em açúcar e carboidratos;
- Faça visitas regulares ao dentista.
Atenção!
Não precisa se desesperar e achar que tudo é culpa da sua gestação. Nada disso! “Independentemente da fase da vida, o que realmente provoca cáries e doenças de gengiva é a placa bacteriana. Ela sim é o fator primário para o desenvolvimento das doenças da boca. A gravidez é considerada um fator secundário, uma vez que, com as alterações supracitadas, o organismo fica mais suscetível a ação dos microrganismos”, garante Kovaleski.
Deixe a preguiça de lado e capriche na escovação e no uso do fio dental. E não exagere nas guloseimas e nas famosas trash foods, comidinhas com baixa concentração de nutrientes e vilãs da sua higiene bucal. O bebezão que vai chegar agradece!
Fonte: IG Delas

Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Mães que tiveram parto normal respondem mais a choro dos filhos

Mães que dão à luz naturalmente respondem mais ao choro dos filhos do que as que fazem parto por cesariana, sugere uma pesquisa americana. Tomografias dos cérebros de 12 mães realizadas poucas semanas depois de elas darem à luz mostraram mais atividade em áreas ligadas à motivação e emoções nas que escolheram o método natural de nascimento.
A equipe da Universidade de Yale afirma que as diferenças nos hormônios gerados no nascimento podem ser a peça-chave para explicar o fenômeno. As contrações, principal característica do nascimento natural, provocam a liberação da oxitocina, um hormônio que os cientistas acreditam desempenhar um papel fundamental no comportamento das mães. O parto por cesariana não libera o mesmo hormônio.
Depressão
O estudo mostrou que além das diferenças de atividade em áreas do cérebro responsáveis pela resposta aos filhos, a região do cérebro que regula o humor também foi afetada de forma diferente.Por isso, os cientistas acreditam que o parto por cesariana pode aumentar o risco de depressão pós-parto. O pesquisador James Swain, que liderou a equipe de Yale, disse que a pesquisa ajuda a explicar as reações químicas que envolvem a ligação afetiva entre mães e filhos.
"Nossos resultados apóiam a teoria de que as variações de condições de parto como as que ocorrem na cesariana, que alteram experiências neuro-hormonais no nascimento, podem diminuir a resposta do cérebro da mãe no começo do período pós-parto", afirma o estudo.Para o professor James Walker, da faculdade britânica Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, já se observou que mães que fizeram cesariana às vezes têm problemas de se relacionar com seus filhos.
No entanto, Walker afirma que os motivos por trás dessa diferença de comportamento ainda não são conhecidos. Walker ressalta que diferenças de personalidades - e não apenas a diferença no método dos partos - poderiam explicar a diferença na reação das mães analisadas pela pesquisa da equipe de Yale.
Ele também afirma que não há estudos de longo prazo que comprovam que mães que deram à luz por cesariana mantém problemas de relação com o filho no longo prazo. "Não há dúvida de que muitas mães que fizeram cesariana se tornaram ótimas mães", diz.
Fonte: Ciencia e Saúde