segunda-feira, 25 de março de 2013

Na Hora de fazer não gritou...

Essa frase, ouvida por muitas mulheres na hora do parto, é uma das tantas caras da violência obstétrica que vitima uma em cada quatro mulheres brasileiras.

http://www.apublica.org/2013/03/na-hora-de-fazer-nao-gritou/

 

domingo, 13 de novembro de 2011

A produção de leite aumenta quando o bebê nasce

Produção de leite e prolactina

A produção de leite em grande escala começa de 24 a 48 horas depois que você dá à luz. Esse período é cientificamente conhecido como lactogênese.

Após a retirada da placenta, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona começam a declinar. O hormônio prolactina, cuja quantidade vinha aumentando durante toda a gestação, é então liberado, para sinalizar ao corpo que é hora de produzir bastante leite.

Pesquisas indicam que a prolactina é também responsável por uma sensação maior de "maternidade", daí ter sido batizada por alguns especialistas de o hormônio do instinto materno. Em geral, o leite demora mais para "descer" no primeiro filho.

À medida que seu corpo se prepara para a lactação, ele libera mais sangue para a região dos alvéolos, deixando os seios firmes e cheios. Vasos sanguíneos meio inchados, combinados com a abundância de leite, podem deixar as mamas temporariamente doloridas, quentes e cheias demais, e provocar um ingurgitamento mamário, porém a própria amamentação ajudará a aliviar o desconforto inicial.

Primeiro desce o colostro

Nos primeiros dias de aleitamento, o bebê será alimentado por uma substância viscosa, meio transparente e rica em proteínas conhecida como colostro. É possível que nas últimas semanas de gestação você tenha notado o vazamento de gotas deste líquido esbranquiçado (para algumas mulheres isso já ocorre no segundo trimestre).

Esse precioso líquido é cheio de anticorpos chamados de imunoglobulinas, fortificantes naturais para o sistema imunológico do bebê. O leite materno se transforma no decorrer da amamentação a fim de suprir todas as necessidades da criança.

Para que o bebê possa mamar, é preciso que o leite "desça" dos alvéolos. O processo funciona assim: o bebê suga o mamilo, o que estimula a hipófise a liberar os hormônios ocitocina e prolactina para a corrente sanguínea. Ao alcançar seu seio, a ocitocina provoca a contração dos pequenos músculos ao redor dos alvéolos cheios de leite. O líquido passa então para os ductos, que o transportam para os ductos que ficam pouco abaixo da aréola do seio. Ao sugar, o bebê faz com que o leite dos ductos chegue à sua boca.

Nos primeiros dias de amamentação, talvez você sinta alguma contração no abdome, na forma de cólicas, bem na hora em que o bebê estiver mamando. A sensação sinaliza a liberação da ocitocina, que ajuda o útero a voltar ao tamanho normal (esse mesmo hormônio provocou a contração do útero durante o trabalho de parto).

Também pode ser que junto com a contração venha um fluxo vaginal mais intenso de sangue, portanto capriche no absorvente. Essas cólicas são mais intensas a partir do segundo filho, e em alguns lugares do Brasil são chamadas até de "dor de parto".

Um outro sinal é que você poderá se sentir calma, satisfeita e alegre ao amamentar. A ocitocina é, afinal, conhecida como o hormônio do amor!

Com o aumento do fluxo de leite, é possível que você também sinta formigamento, queimação ou ardor nos seios. É fundamental estar tranquila durante a amamentação para que o leite desça com facilidade.

Muitas mulheres comparam o aleitamento ao aprendizado de andar de bicicleta: pode ser complicado no começo, mas, quando você pega o jeito, fica parecendo impossível que um dia não tenho sabido fazer.

Lembre-se de investir no repouso e na hidratação, e não use sutiãs muito apertados, para que seu peito possa se encher de leite.

Fonte: Baby Center

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Hidroginástica na gravidez diminui as dores na hora do parto

Estudo brasileiro analisou grávidas e constatou que as que praticaram o exercício pediram menos analgésico no momento das contrações

Você está grávida, quer praticar alguma atividade física, mas ainda tem dúvida sobre a segurança de exercícios durante os nove meses. Entre as opções a hidroginástica é uma das que mais atraem as gestantes. E uma pesquisa realizada pela Universidade de Campinas (Unicamp) reforça os benefícios da atividade: além de manter a boa forma, o exercício ainda pode minimizar as dores na hora do parto.

O estudo avaliou 71 grávidas e, destas, 34 fizeram hidroginástica três vezes por semana, por 50 minutos. De acordo com os resultados, 27% delas solicitaram algum analgésico no momento das contrações, contra 65% do outro grupo. Ou seja, a atividade na água ajudou a diminuir as dores no trabalho de parto.

Segundo Rosa Inês Costa Pereira, anestesiologista e professora da Unicamp, e uma das responsáveis pelo estudo, uma das explicações é que a prática melhora as condições psicofísicas das mulheres. Na hidroginástica, elas se reúnem, têm oportunidade de conversar com outras gestantes várias vezes na semana e sabem, ainda, que estão cuidando do corpo. “O principal da análise foi mostrar que a hidroginástica não acarretou em bebês prematuros ou de baixo peso”, diz.

E não há problema se você não faz nenhuma atividade física regularmente e decide começar enquanto espera o bebê nascer. Se o obstetra autorizar, é possível fazer hidroginástica durante a gestação sem problemas para você e seu filho. “Por segurança, o ideal é iniciar a prática, regular e moderada, a partir da 20ª. Semana”, afirma Rosa.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ganho excessivo de peso na gravidez pode causar obesidade

Estudo da University of Bristol, no Reino Unido, que será publicado na edição de Junho do periódico The American Journal of Clinical Nutrition, constatou que mulheres que engordam mais que o recomendado durante a gravidez tem até três vezes mais chances de serem obesas, alcançarem o sobrepeso ou acumularem gordura na região da barriga. Já as participantes que ganham menos peso durante a gravidez possuem menor risco de desenvolver obesidade e doenças associadas, como pressão alta e doenças cardíacas.

Foram analisadas 2356 mulheres até 16 anos depois que elas tiveram seus filhos. O estudo comparou o índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal e pressão arterial antes e depois de 16 anos da gestação, levando em consideração idade, sexo da criança, classe social, paridade, tabagismo, atividade física e dieta na gravidez, método de parto (normal ou cesárea) e se a mãe amamentou.
As mulheres que estavam abaixo do peso antes da gestação ganharam em média 12,7 quilos durante a gravidez e as que estavam dentro da faixa normal antes da gravidez, 12,9 quilos. Esses valores estão dentro dos intervalos recomendados de 11,5 até 16 quilos para o primeiro grupo, e 12,5 até 18 quilos para o segundo.

As mulheres que estavam acima do peso, porém, ganharam em média 11,9 quilos, e as obesas ganharam 10,1 quilos, ambos bem acima dos recomendados 7 a 11,5 e 5 a 9 quilos, respectivamente.
Dezesseis anos depois do parto, mulheres que ganharam menos peso que o recomendado tinham menor índice de massa corpórea (IMC) - perderam, em média, 1.56 kg/m² no período - e circunferência abdominal (menos 3,37 cm) que mulheres que ganharam a quantidade indicada. Já aquelas que ganharam mais peso que o recomendado tiveram seu IMC aumentado em até 3.52 kg/m² e 5,84 cm a mais na cintura.
Para os autores do estudo, as descobertas sugerem que a monitoração regular do peso durante a gravidez deve ser reconsiderada, já que simboliza uma grande oportunidade de prevenir problemas de saúde que podem surgir mais tarde.

Confira 20 dicas para ficar de bem com a balança durante a gravidez
Para evitar o problema de ganho de peso na gravidez, o ortopedista Ricardo Cury, da Sociedade Brasileira de Ortopedia, e a nutricionista Mariana Del Bosco Rodrigues, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) dão 20 dicas:

1. Procure alimentar-se a cada 3 horas;

2. Para contornar o enjôo matutino, deixe alimentos secos (polvilho, biscoito) ao lado da cabeceira da cama. Mande um deles para dentro antes mesmo de se levantar;

3. Cereais integrais são excelentes fontes de vitaminas do complexo B, essenciais para minimizar o desconforto com o enjôo;

4. Consuma cálcio (leite e derivados), mineral determinante para garantir a saúde óssea da mãe;

5. Não esqueça o ferro (carne, grãos) para evitar anemia;

6. Inclua na sua dieta alimentos ricos em ácido fólico (folhas verde-escuras), pois ele garante a formação do tubo neural do bebê;

7. Coma um filé de peixe, frango ou carne magra todos os dias. Além de dar a sensação de saciedade, esses alimentos garantem proteínas suficientes para o bebê e ainda ajudam a dar elasticidade à sua pele, evitando estrias;

8. Para evitar o inchaço, comum no último trimestre, é importante ingerir bastante líquido e moderar no consumo de sal;

9. Seu prato deve ser bem colorido, o que indica a variedade de nutrientes;

10. Faça suas refeições com calma, sem pressa de engolir os alimentos. Isso facilita a sua digestão e evita que você coma mais do que sua fome exige realmente exige;

11. Cuidado com os alimentos dietéticos e adoçantes em excesso. Eles contêm substâncias químicas. Converse com seu médico a respeito;

12. Evite alimentos que contenham muita gordura, como creme de leite e alguns tipos de carnes vermelhas e embutidos;

13. Corte as frituras e empanados durante os nove meses. Estes alimentos só irão engordá-la, pois possuem um tipo de gordura que não é utilizada nem pelo seu organismo, nem pelo de seu bebê;

14. Pratique hidroginástica. É ótimo para manter em ação toda a musculatura de seu corpo e sem causar nenhum tipo de impacto que possa comprometer o bebê;

15. Alongue-se. Ajuda a manter o equilíbrio do seu corpo e evita sobrecargas na coluna;

16. Faça musculação, mas pule os exercícios de impacto. Nessa fase, o importante é manter a forma e isso você consegue com séries leves, de menos peso, e sempre acompanhada por um instrutor;

17. Não abuse dos doces;

18. Fuja das bebidas alcoólicas;

19. Não tome remédios para emagrecer, como moderadores de apetite ou aceleradores do metabolismo. Podem fazer mal a você e ao seu bebê. Consulte sempre seu médico;

20. Não faça dieta por conta própria. Procure uma nutricionista para ajudá-la a montar um cardápio.




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mãe adotiva também pode dar o peito

Conheça mulheres que amamentaram sem nunca ter engravidado

Cristina Marinho Martins celebrou o primeiro encontro com o filho com uma olhada bem no fundo dos olhos daquele bebê. Ninou Thiago, desabotoou a blusa e ofereceu seu peito como alimento e prova de amor. Ali, diz ela, selava um pacto de cumplicidade mútua.
João Pedro foi outro protegido pela vacina natural que sai do seio materno – arma poderosa contra as doenças da infância – no instante em que conheceu a mãe Tatiane Fernandes. A mamada de boas-vindas foi rápida, mas intensa. Representou o vínculo da nova família que nascia.

Cristina e Tatiane são exemplos de mulheres que desfrutaram o gosto da maternidade por meio da amamentação com a particularidade – que para elas é só um detalhe – de nunca terem gerado uma criança. Thiago e João Pedro, hoje com 5 e 2 anos, viraram garotões saudáveis com leite materno sem nunca terem mamado em quem os deu à luz.

Os quatro não são exceções da medicina e nem representam um fenômeno raro. Os médicos descobriram que as mães adotivas podem, sim, amamentar da forma tradicional. A constatação dos especialistas começa a ganhar os lares de famílias adotivas e se transformar numa recomendação de saúde para as mães que estão dispostas a adotar.

“Antigamente a chamada amamentação adotiva era uma possibilidade cheia de mistérios, não se sabia como trabalhar, existia medo e receio”, afirma Marcus Renato de Carvalho, professor de pediatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro e consultor em amamentação pela International Board Certified Lactation Consultants. “Hoje em dia é um método aprovado, os profissionais de saúde já dominam a técnica e divulgam essa possibilidade. Todos os meses recebo dezenas de mães adotivas querendo amamentar seus filhos tradicionalmente. Muitas conseguem.”

Empenho à luz do sol

A possibilidade de ter leite natural mesmo sem passar pela bomba hormonal trazida pela gestação começa, primeiro, com vontade e disposição de realizar o ato. Empenho é a palavra de ordem, inclusive para as mulheres que geraram os bebês, já que uma pesquisa da Fiocruz divulgada no início do ano mostrou que 44% delas falham na amamentação.

“É claro que muitos fatores são influentes na amamentação adotiva. Quanto mais nova é a criança, maior é a chance do aleitamento ser possível. Alguns medicamentos estimulam a produção do hormônio do leite, a prolactina. As massagens e o estímulo com bombas e equipamentos também ajudam a induzir o aleitamento”, pontua Carvalho.

Tatiane fez tudo o que o médico indicou e também tomou sol nos bicos do peito, técnica que funciona para preparar a mama - já que a aréola não é preparada pela pigmentação trazida pela gravidez.

"Mas nada foi tão estimulante quanto enxergar as transformações resultantes da insistência de oferecer o peito à boca do João Pedro", conta.

O nenê sugava o alimento – que primeiro saia ralinho e depois ficou mais espesso – dormia um sono gostoso e crescia a cada dia. Ao mesmo tempo, ela esquecia das mamas doloridas, suportava o cansaço das noites mal dormidas e experimentava a sensação plena de ser mãe em cada mamada.

“Soube aos 14 anos que não poderia gerar uma criança por um problema no sistema reprodutivo. Mas nunca duvidei que seria mãe.” A amamentação deixava a convicção de Tatiane explícita a qualquer um que fazia uma visita ao recém-chegado João Pedro.

As vantagens

As mães Cristina e Tatiane tiveram algumas vantagens que contribuíram para o êxito da amamentação dos filhos não gerados em seus ventres. Elas não engravidaram, mas tiveram um tempo para se preparar para a chegada de seus bebês. “No meu caso”, explica Cristina Martins, “sabia que não poderia engravidar. Minha irmã fez a inseminação artificial com o sêmen do meu marido. Acompanhei de perto a gestação e durante todo o processo estimulei as mamas. Quando o Thiago nasceu, eu já tinha leite”, conta.

Já o filho de Tatiane foi gerado por fertilização in vitro no ventre da avó materna. “Durante a espera do João Pedro, eu até engordei junto! Só não tive enjôo, mas o resto senti na pele”, conta ela, que refere à gestação da mãe, na época com 42 anos, como “a nossa gravidez”.

Recomendação universal

Mesmo que não conheçam a mãe biológica dos filhos do coração, todas as mães adotivas podem tentar amamentar, recomenda a pesquisadora do Instituto de Saúde de São Paulo e uma das principais referências em amamentação do País, Marina Ferreira Réa.

“Não dá para atestar que todas terão sucesso. Se o bebê chega com mais de quatro meses, por exemplo, o processo é ainda mais lento, mas não impossível", informa, incentivando a persistência. “É sempre bom lembrar que o leite materno de uma mulher que engravidou tem a mesma qualidade do leite produzido por uma mulher que estimulou a amamentação. Os dois tipos são essenciais para criança, completos e uma forma bem eficiente de criar vínculo entre mãe e filho.”

Fórmula mágica

Tatiane diz que tentaria amamentar João Pedro todos os dias, mesmo que o leite não saísse. “Já iria valer só pelos momentos que tivemos juntos, aquela hora só nossa, tão importante para a nossa relação.” Cristina é adepta da mesma teoria e o especialista da UFRJ Marcus Renato Carvalho não tem só as evidências científicas para aplaudir a persistência de todas as mães adotivas que vão ao seu consultório querendo alimentar seus filhos. "É uma experiência pessoal", arremata.

Após o término da entrevista, Carvalho confidenciou ao Delas que é a prova viva da possibilidade do aleitamento materno adotivo. Aos 11 anos de idade, Carvalho descobriu que era adotado "sem drama”, afirma. Ao saber a origem da sua história um outro capítulo foi revelado: sua mãe adotiva, durante as longas noites embaladas pelo choro interminável daquele garoto rejeitado pela mãe biológica, ofereceu o peito como tentativa de alento. Marcus Renato Carvalho mamou.

O médico que hoje ajuda mães "do coração" a amamentar seus filhos, autor de vários livros sobre o tema e pesquisas na área, é um exemplo de que a amamentação por mães que nunca engravidaram é um sonho possível. Ele descobriu isso lá nos anos 50, época em que nem mesmo a medicina, sua devoção futura, tinha se convencido desta possibilidade.

Os passos do aleitamento da mãe adotiva

- Se vai adotar uma criança e deseja amamentá-la tradicionalmente, informe isso ao seu médico

- O processo é lento e requer empenho. Faça massagens nos seios, tome sol com eles descobertos (fora dos horários de sol intenso) e também se informe sobre os aparelhos que fazem o bombeamento das mamas com foco na estimulação.

- Com orientação médica, há a possibilidade de usar medicações que estimulem a produção de prolactina, hormônio do leite materno

- Nos bancos de leite, são mais de 150 espalhados pelo País, os profissionais são habilitados a dar informações sobre isso. Veja os endereços

- Ao iniciar a amamentação, é possível que o bebê precise de complemento na alimentação. Uma técnica é usar uma sonda bem fininha. Coloque uma ponta das sondas no copo e a outra próxima ao bico do seu seio. O nenê ao mesmo tempo que suga o peito, recebe o leite do copinho. Com o tempo e estímulo, ele vai passar a beber menos do copo e mais do peito

Teste pode identificar alto risco de complicação na gravidez

Marcadores no sangue poderiam apontar risco de pré-eclampsia, condição potencialmente fatal para a mãe.
Algumas mulheres podem ser particularmente vulneráveis a súbitas e algumas vezes perigosas altas na pressão sanguínea durante a gestação, um quadro conhecido como pré-eclampsia.

Agora, cientistas afirmam ter desenvolvido um método para predizer quais mulheres são mais propensas a ter pré-eclampsia na etapa final da gestação – bem antes de aparecerem os sintomas do problema.

A abordagem se baseia no perfil metabólico de cada mulher e consiste em detectar a presença de metabólitos – substâncias produzidas e excretadas pelo organismo – no plasma sanguíneo. Os cientistas acreditam que a presença dessas substâncias poderia fornecer uma boa indicação do risco de pré-eclampsia.

Ao todo, foram identificados 14 diferentes metabólitos a serem monitorados durante os primeiros estágios da gestação, reportou um grupo de pesquisadores na revista científica Hipertensão.

Embora sejam necessários mais estudos para comprovar a eficácia do teste e incorporá-lo à prática clínica, esse grupo de biomarcadores poderia servir como uma pista bastante precisa sobre se as futuras mamães estão ou não sob risco significativo de desenvolver pré-eclampisa na gravidez.

“Tudo o que sabemos sobre essa condição nos sugere que as mulheres não adoecem e têm pré-eclampsia apenas no final da gestação. O problema provavelmente é originado nos estágios iniciais da gravidez” afirma a líder do estudo, Louise C. Kenny, professora de Ginecologia e Obstetrícia do Centro de Pesquisas Anu, da Universidade de Cork, na Irlanda.

“Para desenvolver estratégias de prevenção e tratamento eficazes – nosso maior objetivo – precisamos conseguir iniciar o tratamento nos estágios iniciais da gravidez. Temos de conseguir dizer quem está sob maior risco e quem não está.”

Pré-eclampsia é uma condição potencialmente fatal, caracterizada por pressão alta e altas taxas de proteína na urina da mãe. Essa condição afeta cerca de 5% das gestantes e é uma das principais causas de morte materna em todo o mundo.

“Trata-se de uma grave síndrome associada à gestação, que gera hipertensão na mãe, pode causar desmaios e até problemas mais graves” explica Jenifer Wu, ginecologista e obstetra do Hospital Lenox Hill, de Nova York.

“O único tratamento possível é fazer o parto. Devido ao alto risco para a vida da gestante, alguns bebês precisam nascer muito antes do tempo, o que aumenta também os riscos de morte da criança” acrescenta Wu, que não está ligada à pesquisa irlandesa.

A pré-eclampsia ainda não foi totalmente compreendida pelos médicos. A suspeita mais estabelecida hoje é de que o problema seria originado a partir de um defeito no desenvolvimento da placenta, que ocorreria nos estágios iniciais da gestação e permaneceria sem detecção até a segunda metade do período gestacional.

Identificar as mulheres com mais risco de desenvolver o problema já nos primeiros meses de gestação seria algo extremamente útil. Buscando uma ferramenta de detecção viável, Kenny e seus colegas voltaram seus olhos para 7 mil mulheres que estavam participando de um estudo internacional sobre primeiras gestações.

Os autores primeiro testaram o grupo de biomarcadores em 60 participantes, todas saudáveis, mães pela primeira vez e – até onde se sabia – com risco baixo para pré-eclampsia, mas que desenvolveram o problema no final da gestação. Estas mulheres, que eram, em sua maioria, neozelandesas bancas de 30 anos, tiveram suas amostras de sangue analisadas 15 semanas depois da concepção. Todas, os pesquisadores descobriram posteriormente, tinham em seu sangue os 14 biomarcadores metabólicos que indicariam o maior risco para o problema. Os resultados destas participantes foram comparados com os de mulheres com a mesma idade, grupo étnico e Índice de Massa Corporal (IMC), mas que tiveram gestações sem a complicação.

A equipe testou o método de diagnóstico metabólico em outro grupo de mulheres na Austrália, que eram ligeiramente mais novas e mais diversas etnicamente. Entre as que desenvolveram pré-eclampsia, 39 tinha os mesmos 14 biomarcadores metabólicos apresentados pelas neozelandesas.

“Com esse conhecimento, mais vigilância e mais intervenções poderão ajudar a melhorar o prognóstico para bebês suas mães com o problema” disse Wu, aplaudindo a pesquisa da colega irlandesa.

Para Arun Jeyabalan, professora assistente do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Ciências Reprodutivas do Hospital Feminino Magee da Universidade de Pittsburgh (EUA), a possibilidade de identificar precocemente a pré-eclampsia é um grande avanço. A médica, no entanto, lembra que a pesquisa ainda está em seus primeiros passos.

“Espero que isso seja testado em outras populações para confirmar se os resultados são generalizáveis. O mais empolgante sobre esses biomarcadores é que eles podem realmente acabar iluminando as causas do problema” diz a especialista.

Enquanto isso, o trabalho por fazer está em pleno progresso, contam os pesquisadores.

“Nos próximos cinco anos nossa meta e desenvolver um exame de sangue simples, que possa ser disponibilizado a todas as gestantes, para detectar o risco de pré-eclampsia ainda no início da gravidez” afirma o co-autor do estudo, Phil Baker, da Universidade de Alberta, no Canadá.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Como lidar com crises de raiva das crianças

A reação dos adultos diante do choro, da birra e do esperneio é o que determina se a cena vai se repetir com frequência ou não.

Nestas horas, a primeira sensação que se tem é a de vergonha pelo escândalo em público, mas isso não ajuda em nada. O importante é manter a calma e lembrar que ser mãe não é fácil – é preciso deixar de lado sua própria frustração e educar.

A raiva infantil é desencadeada por um desejo não atendido. Os bebês já sentem isso quando estão com fome e a mamada não vem, têm mais frio do que gostariam ou o brinquedo não faz tudo que desejam. “Desde bebê já se pode ensinar a esperar um pouco para ter suas necessidades saciadas, como a não ficar o tempo todo no colo que mais gosta. Assim, quando contrariada em outras questões, a criança terá mais tolerância”, sugere a psicóloga infantil Patrícia Serejo.

Até aprender a se expressar, a criança usa o que sabe fazer: chora e se contorce, e às vezes fica até difícil de segurá-la. Nesta fase, os pais já podem ir conversando, dizendo coisas como “tem que esperar um pouquinho, a mamãe está acabando de fazer a sopa”. “A questão do tempo de aprender a esperar é um fator fundamental. É tarefa dos pais ensinar gradativamente que a realidade não se adequa às crianças, mas são elas que devem se adequar a realidade”, explica a psicóloga especializada em psicanálise para crianças Adela Stoppel de Gueller.

O que fazer

Com o tempo, as crianças passam a gritar, se jogar no chão, chutar ou bater nas pessoas ou nos móveis e, algumas vezes, até se agredir. A agressividade pode vir de um modelo que se tem em casa ou de um amiguinho ou priminho que consegue o que quer fazendo escândalo. Contudo, é a partir da reação dos pais à crise de raiva que a criança opta (ou não) por se comportar assim em situações semelhantes. “Quando percebe que seu desejo é atendido após a crise de raiva, ela aprende que a crise leva à obtenção do que ela deseja”, alerta Patrícia Serejo.

Se a mãe diz que não vai comprar um brinquedo, mas acaba cedendo ao berreiro armado logo em seguida no meio da loja, por vergonha, o pequeno vai entender direitinho a mensagem: birra funciona! E, seguindo este caminho, mais do que sofrer durante a infância de seu filho, você corre o risco de criar um adulto incapaz de lidar com as frustrações.

Na hora da crise de raiva, se for possível, os pais devem sair de perto da criança. Assim, eles têm uma chance de respirar fundo, se acalmar e tomar uma decisão mais consciente. Nas situações em que ela não pode ser deixada sozinha, tire-a do ambiente – é o caso, por exemplo, de uma loja de brinquedos.

Seja firme, mas não tente falar mais alto. “É preciso dialogar com muita paciência, amor e carinho nessas horas. Ofereça conforto dizendo ‘percebi que você está bravo, mas vamos nos acalmar para eu entender’. O embate de quem grita mais alto forma um ciclo de raiva sem crescimento algum”, diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria.

E se a crise de raiva colocar em risco a integridade física da criança ou de outra pessoa, é dever dos pais contê-la fisicamente. Mas atenção: isso é diferente de bater!

Causas

Apesar de muitas vezes parecerem a mesma coisa, a raiva é diferente da manha. Esta última pode vir de cansaço, sono ou fome, e deve ser respeitada. O jeito de diferenciá-las é conhecendo os hábitos do seu filho e excluindo cada uma das necessidades fisiológicas, atendendo-as: certifique-se de que a criança está bem alimentada, descansada e confortável.
A manha também pode ter causas menos nobres do que fome, frio ou sono. “A criança quer fazer o outro ceder apenas para ganhar a batalha. É um jeito que ela tem de provar que é importante e poderosa”, explica Adela Gueller. Já a raiva é mais primitiva, tem a ver com as necessidades e os desejos elementares. Às vezes as duas reações se misturam. Por isso, mais importante do que diferenciá-las é evitar o confronto.

Pode parecer uma birra sem fundamento, mas, na maioria das vezes, as crises não começam sem motivos. Pode ter sido uma injustiça, uma promessa não cumprida, uma sensação de vergonha ou mal estar. “Cada ‘não’ ou ‘sim’ tem que ser dito com muita responsabilidade. Seja honesto e genuíno com seu filho. Ataques são chamados para que os pais entrem na função deles”, lembra Daniella de Faria.

Crianças querem e precisam de orientação para seguirem seus caminhos. Não ignore simplesmente uma crise de raiva. Entenda por que ela aconteceu – talvez você tenha prometido aquele sorvete, mas ficou com pressa e nem sequer se deu ao trabalho de fazer a criança entender que não deu tempo de comprá-lo. “O objetivo da crise é fazer os pais entenderem porque eles estão bravos. Sendo compreendida, a raiva some”, promete Daniella.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vacina liberada para quem amamenta

Recomendação do Ministério da Saúde deixa mães preocupadas. Especialistas esclarecem o tema

Que gestantes devem ter cuidado redobrado com medicamentos, não é novidade para ninguém. Mas nem toda mulher sabe quais os cuidados que deve ter após o parto, principalmente quando o assunto é vacinação.

O tema veio à tona depois que o Ministério da Saúde brasileiro divulgou uma nota sobre a imunização contra a febre amarela de mães que estão amamentando: elas devem adiar a vacinação até que o bebê complete seis meses ou, se estiverem em regiões endêmicas, devem ser vacinadas e o aleitamento suspenso temporariamente.

“Nestes casos, se a mãe está em amamentação exclusiva, observam-se as mesmas recomendações da gestante: evitar a vacinação que contenha o vírus vivo da doença”, aconselha Eduardo Sergio Valério Borges da Fonseca, presidente da comissão de medicina fetal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

No entanto, mulheres que estejam em áreas com risco de transmissão da doença, como região Norte, Centro-Oeste, parte do Rio Grande do Sul e de São Paulo, devem ser vacinadas e optar pela suspensão do aleitamento. “Quando o benefício compensa o risco, a recomendação é que a mulher tome a vacina”, afirma o obstetra. A indicação do Ministério da Saúde, nesses casos, é retirar o leite em quantidade suficiente para 15 dias e congelá-lo ou optar por um banco de leite.

A novidade no caso da febre amarela está na confirmação de que o vírus pode ser transmitido pelo leite e causar a doença no bebê. Mas a médica Regina Célia de Menezes Succi, chefe da disciplina de pediatria e infectologia pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), alerta que nem todo vírus transmitido de mãe para filho será prejudicial. “Mesmo nas vacinas vivas, como a de rubéola, por exemplo, o vírus enfraquecido passa pelo leite para o bebê. Nesses casos, há um aumento no número de anticorpos na criança, que não vai desenvolver a doença”, explica a pediatra.

De forma geral, as vacinas não acarretam nenhuma alteração clínica nos bebês. “ A mulher que não tomou vacina contra o tétano, por exemplo, pode tomá-la sem problemas após o parto. Assim como a vacina da gripe”, afirma Regina Succi.

Em tempos de gripe suína, a imunização contra o H1N1 é fortemente indicada. Uma pesquisa realizada em Bangladesh e publicada no New England Journal of Medicine revelou que a vacinação da mãe contra a influenza beneficia também a criança, que ganha mais anticorpos.
Fonte: http://www.delas.ig.com.br/saudedamulher

sábado, 3 de outubro de 2009

As expectativas da mulher durante a gestação são enormes e envolvem também os seus cuidados pessoais, físicos e psicológicos

É comum a mulher que pensa em engravidar ter receio de engordar muito, os seios “caírem”, as estrias e celulites aparecerem, mas com o acesso às informações, aos tratamentos e a alguns produtos fica mais fácil se cuidar e ter tempo para curtir o nenê crescendo na barriga.

A alimentação da gestante deve obedecer à orientação médica, ter qualidade e ser equilibrada, pois o aumento exagerado do peso acaba gerando cansaço, má circulação, inchaço, dores, entre outros, além dos inimigos da estética, como as tão faladas estrias e celulites.
É cuidando da alimentação, fazendo exercícios físicos com orientação profissional, tratamentos de beleza e saúde seguros, mantendo-se interessada nas atividades pessoais, sociais e de lazer, que a gestante se sentirá disposta, bela e com a autoestima nas alturas, durante essa fase e depois.
Os tratamentos estéticos que utilizam corrente elétrica estão proibidos na fase da gestação, assim como qualquer produto cosmético que possa provocar alergias. Na dúvida, sempre converse com o seu obstetra e tenha a indicação de profissionais ou clínicas idôneas. Em casa, a gestante pode aplicar hidratantes corporais e faciaisque possuem ativos que minimizam ao máximo as reações alérgicas.
As gestantes que têm pressão alta, outros problemas de saúde ou indicação de repouso precisam normalizar o quadro físico, de saúde e serem liberadas pelo médico obstetra para realizarem qualquer tratamento. Além disso, é bom desconfiar da clínica de estética que não fizer uma avaliação criteriosa da gestante, analisando sintomas, necessidades, reclamações, prevenções de problemas...
Os tratamentos devem ser personalizados levando em conta a frequência e a busca de resultados. Nesse trabalho em conjunto, em que a avaliação do médico obstetra é fundamental, é que será definido quando o tratamento se inicia e termina. É comum a grávida levar os tratamentos até as últimas semanas de gestação.
Os tratamentos para prevenir manchas na face, estrias e varizes são indicados, mas para tratá-los, uma vez que esses probleminhas tenham se instalado, é melhor esperar a liberação do médico após o parto, pois na gestação o uso de equipamentos de correntes elétricas está contraindicado. A farmacêutica e bioquímica, Dra Claudia Torquato, diretora técnica da OligoFlora – Studio do Bem-Estar e Estética Funcional, diz que “a Estética Funcional auxilia na melhora do equilíbrio do organismo, pois utiliza vários micronutrientes essenciais ao bom funcionamento do corpo, além de ativos específicos para tratar as disfunções estéticas. Assim, a gestante sente benefícios na saúde, deixando-a mais bonita”.
O importante é que a gestante procure o que lhe faz bem. Se um tratamento estético ativa a sua circulação sanguínea, diminui seu inchaço e ainda deixa as suas pernas mais bonitas, por que não investir? A mulher de hoje tem muitas atividades e preocupações sim, mas também a certeza de que tem mais acesso às ferramentas que solucionam os seus problemas. Sinta-se bem, cuide da sua saúde, da estética e tenha muito humor e disposição para cuidar do baixinho.
Os tratamentos mais indicados para gestantes
Depois de completar 3 meses de gestação, você poderá iniciar alguns tratamentos de beleza e ser orientada pelos profissionais da área, mas antes converse com o seu ginecologista e obstetra, ele terá que liberá-la.
Drenagem linfática: trata-se de uma suave massagem feita de forma lenta, que auxilia na eliminação dos líquidos retidos no corpo, diminuindo edemas principalmente pernas e pés), prevenindo o aparecimento de varizes e vasinhos. A gestante tende a sentir o seu corpo mais leve, podendo ter o alívio de dores. É recomendada a frequência de 2 a 3 vezes por semana e, aliando cosméticos específicos, a técnica auxilia ainda no combate à celulite. É contraindicada a utilização de drenagem linfática mecânica nesse caso.
Massagem Relaxante: a técnica varia de acordo com a necessidade de cada gestante. Auxilia na diminuição da ansiedade, melhora o sono, diminui o estresse, alivia as dores musculares, a circulação, e até pode ajudar nas dores do parto. A gestante fica numa posição confortável, deitada de lado ou com a cabeceira levantada.
Freqüência: se necessário, de 1 a 2 vezes na semana.
Prevenção de Estrias: esse problema estético pode ocorrer por causa de hereditariedade e distensões excessivas que ocorrem na gestação. É comum as estrias aparecerem nas regiões da barriga, seios, coxas e bumbum. Para prevenir o aparecimento das estrias deve-se fazer a gomagem e a hidratação corporal, que hidratam a pele, além dos cosméticos específicos para cuidar do corpo nessa fase. Passar por avaliação para analisar frequência.
Prevenção de Manchas: as alterações hormonais podem ocasionar manchas no rosto da mulher (melasma), principalmente nas bochechas, nariz e testa. Essas manchas tendem a piorar com a exposição solar sem proteção, e podem ou não desaparecer depois da gestação. É indicado o uso diário de filtro solar, além dos tratamentos estéticos que utilizam cosméticos específicos para prevenir o aparecimento das manchas e que hidratam a pele.
Hidratação facial, freqüência: 1 a 2 vezes por semana.
Prevenção da acne: muitas gestantes passam pelo problema da acne (ou excesso de oleosidade na pele), que pode ser prevenido e tratado com cosméticos, além da limpeza de pele especial para as grávidas.
Limpeza de pele, freqüência: 1 vez por mês.
Por Sandra Gomes
Fonte: Revista Baby & Cia/Edição 05
Fotos: Getty Images

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Exercícios e acupuntura reduzem riscos associados ao ovário policístico

A prática regular de exercícios e a realização de acupuntura podem reduzir a atividade do nervo simpático em mulheres com ovários policísticos, ajudando a reduzir seus riscos de desenvolver obesidade, doença cardiovascular e diabetes, segundo estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Avaliando 20 mulheres, os especialistas notaram que os exercícios não tinham efeitos nos ciclos menstruais irregulares ou inexistentes, que caracterizam a condição, mas era responsável por uma redução no peso e no IMC que ajudava a reduzir a atividade dos nervos simpáticos. E a eletroacupuntura ajudava na regulação dos ciclos menstruais, e na redução dos níveis de testosterona e da atividade dos nervos associados ao risco cardiovascular. Baseados nos resultados, os autores acreditam que essa descoberta pode indicar uma alternativa não-farmacológica no combate aos riscos cardiovasculares associados ao problema nos ovários.

Fonte: Boa Saúde